
José Roberto Pereira, de 59 anos, foi confundido com paciente homônimo que deu entrada no mesmo dia que ele no pronto-atendimento, mas morreu. Caso aconteceu em março de 2023. Hospital Santa Lydia, em Ribeirão Preto, foi condenado a pagar indenização a familiares de homem dado como morto Divulgação A Fundação Santa Lydia, da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), foi condenada a pagar R$ 320 mil de indenização a José Roberto Pereira, à mãe dele, e à irmã e ao filho por danos morais após falsa comunicação de morte. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O caso aconteceu em março do ano passado, quando José Roberto passou por atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio (Leste). Ele foi medicado e liberado, mas a família dele, que é Bebedouro (SP), acabou recebendo a notícia errada de que ele havia morrido. José Roberto Pereira foi dado como morto pela UPA de Ribeirão Preto, SP Sergio Oliveira/EPTV Na segunda-feira (2), um caso parecido chamou a atenção também em Ribeirão Preto, após uma família velar o corpo errado de uma idosa por conta de um erro da Santa Casa. Eles disseram que devem acionar a Justiça. LEIA TAMBÉM Após ser dado como morto em UPA de Ribeirão Preto, homem perde Bolsa Família e passa fome UPA confunde sobrenome de paciente e leva família a organizar velório para parente vivo em Bebedouro Família de idosa trocada por erro de Santa Casa em SP após morte vai acionar Justiça: 'Isso jamais deve acontecer' No caso de José Roberto, a prefeitura confirmou o erro e chegou a dizer à época que dois pacientes com sobrenomes "parecidos" passaram pela UPA e que um deles foi atendido, mas teve uma piora no quadro clínico e morreu. O outro, que era José Roberto, foi medicado e deixou o local na sequência. Três meses após o erro, a família entrou com uma ação contra a administração municipal pedindo reparação. À Justiça, o Hospital Santa Lydia disse que não houve 'erro médico' no atendimento ou falha na prestação do serviço hospitalar e que o 'equívoco' referente à comunicação do óbito não ocasionou danos morais aos requerentes. O argumento não foi aceito pelo juiz, que decidiu condenar a prefeitura a indenizar José Roberto, a mãe, Lourdes Guerreiro, e a irmã, Lourdes Bernadete Pereira Liberato, no valor de R$ 80 mil para cada um. Ao g1, a defesa da família disse que o filho de José Roberto também ganhou processo na Justiça em sentença idêntica por danos morais (mesmo motivo e mesmo valor). Somadas, as indenizações que os quatro receberão chegam a R$ 320 mil. Procurada, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que a Fundação Hospital Santa Lydia vai recorrer da decisão e lamentou, mais uma vez, o ocorrido. Prova de vida e benefícios cancelados À EPTV, afiliada da TV Globo, José Roberto contou à época que, ao serem avisados da morte dele, familiares foram até a UPA em Ribeirão Preto para reconhecer o corpo, mas foram impedidos do procedimento e informados que ele seria levado para Bebedouro, onde seria velado e enterrado. No dia do enterro, ele esteve no endereço do trabalho do filho e acabou descobrindo que o homem não estava no local porque tinha ido ao velório do pai. José Roberto teve de ligar para a família para contar que estava vivo e, para provar que era ele mesmo do outro lado da linha, precisou convencer a irmã a ir ao necrotério e ver quem aguardava ser colocado no caixão. Após perder benefícios sociais, José Roberto Pereira vende sacos de lixo para sobreviver em Ribeirão Preto, SP Sergio Oliveira/EPTV Por conta da falsa comunicação de morte, ele ainda teve os benefícios sociais cancelados em junho do ano passado e ficou sem renda. A falta do CPF impossibilitou até mesmo a retirada de medicamentos e de consultas na rede pública de saúde e ele chegou a afirmar que passou fome no período. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto e região
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