Polícia indicia seis mulheres por sequestro de família e sumiço de jovem envolvida na morte do pai em Franca, SP


A Polícia Civil de Franca (SP) indiciou seis mulheres pelos crimes de associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privado da mulher, da filha e da neta do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, morto em junho deste ano. Elas ainda podem estar envolvidas no desaparecimento de outra filha de Milton, Maria Isabel Prado, de 21, apontada como mandante do assassinato do pai. Todas as mulheres indiciadas têm uma relação de parentesco com Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18, ex-cunhado de Maria Isabel, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22, que mataram o caseiro. Eles foram encontrados mortos um mês depois do crime. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Noemi Vitória de Sousa Rosa, é tia de Rafael, e Marcela Eduarda Melo de Paula é mãe de Guilherme. As outras envolvidas no caso são Kauany Eduarda Melo Cruz (irmã de Guilherme), Larissa Jhenifer Melo de Paula (tia de Guilherme), Ana Laura de Sousa Rosa Alves (irmã de Noemi e tia de Rafael) e Kelly Cristina Queiroz Cardoso, dona do imóvel onde Maria Isabel, a mãe, a irmã e a sobrinha recém-nascida foram mantidas. Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Kauany Eduarda Melo Cruz e Kelly Cristina Queiroz Cardoso foram indiciadas em Franca, SP Divulgação Noemi teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e é considerada foragida. O g1 tenta localizar as defesas de todas as envolvidas. LEIA TAMBÉM Como morte de caseiro em SP virou investigação complexa com corpos achados em MG, sequestro de família e filha desaparecida Polícia Civil liberta mulher, filha e neta recém-nascida de cativeiro em Franca Filha de caseiro morto em Franca é investigada pela morte do pai, de homens ligados ao crime e por sequestro de parentes Segundo a Polícia Civil, antes de descobrir que Rafael e Guilherme tinham sido mortos, as familiares dos jovens passaram a cobrar a família de Milton pelo paradeiro dos dois e, por isso, sequestraram as quatro. Wellington Amorim da Silva, preso em flagrante no dia 7 de julho, também foi indiciado. Ele é apontado como o responsável por vigiar o cativeiro. Maria Isabel foi retirada do local antes da chegada da polícia e, desde então, está desaparecida. Ainda segundo a Polícia Civil, as mulheres agiram de forma coordenada, com divisão clara de tarefas. Noemi é apontada como a chefe do grupo. As investigações indicam que as mortes de Milton, Rafael e Guilherme e o sequestro da família do caseiro estão diretamente ligados e a polícia não descarta que Maria Isabel tenha sido assassinada. Maria Isabel Prado é investigada pela morte do próprio pai e dos envolvidos no crime Reprodução/EPTV Linha do tempo do caso 16 de junho: O caseiro Milton de Sousa Prado é morto em uma chácara onde trabalhava em Franca. 25 de junho: Segundo o inquérito policial, Maria Isabel confessa à polícia que pediu a Rafael e Guilherme que dessem um 'corretivo' no pai, que resultou no assassinato. Fim de junho: Rafael e Guilherme desaparecem. 5 e 6 de julho: Maria Isabel, a mãe, a irmã adolescente e a sobrinha recém-nascida dela são sequestradas pela tia de um dos jovens desaparecidos. Elas foram levadas a diferentes endereços de Franca e pressionadas a dizer onde estavam os dois jovens, segundo a investigação. 7 de julho: A Polícia Civil resgata a mãe, a irmã e a sobrinha de Maria Isabel em um cativeiro no Jardim Aeroporto III. Maria Isabel não é localizada. Wellington Silva é preso em flagrante suspeito de vigiar o lugar. 9 de julho: Os corpos de Rafael e Guilherme são encontrados em Sacramento. Depois da localização dos corpos, um tio de Maria Isabel, irmão de Milton, é preso em Minas Gerais por ocultação de cadáver. 10 de julho: O carro de Maria Isabel é encontrado queimado perto de Ibiraci (MG). 16 de julho: A Polícia Civil formaliza indiciamentos no inquérito que apura o sequestro da família. Como Milton morreu? Milton de Sousa Prado foi encontrado morto em junho em uma chácara onde trabalhava como caseiro, em Franca. Segundo a Polícia Civil, ele foi agredido a pauladas. A morte passou a ser investigada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). No início da apuração, Maria Isabel era tratada como testemunha. Depois, segundo a polícia, ela prestou depoimento e confessou que havia pedido a Rafael e Guilherme que dessem um 'corretivo' no pai. De acordo com o inquérito, a jovem alegou que ela e a irmã adolescente eram agredidas pelo pai. Ainda segundo o depoimento, Maria Isabel teria tomado conhecimento da morte do pai somente depois, ao questionar um dos jovens sobre o que havia acontecido e ouvir que ele havia 'feito o serviço'. Quem eram Rafael e Guilherme? Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz passaram a ser investigados como envolvidos na agressão que terminou com a morte de Milton. O inquérito aponta Rafael como namorado da irmã adolescente de Maria Isabel. Depois da morte de Milton, Rafael e Guilherme desapareceram. Segundo relato da mãe de Maria Isabel à polícia, Rafael se afastou da adolescente após Maria Isabel confessar o “corretivo” no pai. Os desaparecimentos dele e de Guilherme geraram ameaças à família de Milton, de acordo com a investigação. Suspeitos de homicídio em Franca (SP), Rafael Vitor Silva, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo, de 22, foram encontrados mortos em Sacramanto (MG) Redes sociais Como o sequestro entrou no caso? A investigação aponta Noemi Vitória de Sousa Rosa, tia de Rafael, como uma das principais suspeitas de articular a ação. A polícia pediu a prisão dela. Segundo os depoimentos, ela foi à casa da família de Maria Isabel acompanhada das outras mulheres, exigido informações sobre Rafael e Guilherme. A mulher também ficou com celulares e senhas das vítimas e coordenou deslocamentos por diferentes endereços de Franca. As vítimas foram levadas para a casa de Kelly, no Jardim Aeroporto III, onde ficaram em cárcere privado. A mãe de Maria Isabel, a irmã adolescente e a bebê recém-nascida foram resgatadas pela DIG no dia 7 de julho. Wellington, responsável por vigiar o cativeiro, tentou fugir, quebrou o próprio celular durante a fuga e se apresentou com outro nome antes de ser identificado. Ele teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. A mãe de Maria Isabel reconheceu objetos apreendidos com ele, como uma botina e uma blusa, como os usados pelo homem que vigiava as vítimas. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

source https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/07/20/policia-indicia-seis-mulheres-por-sequestro-de-familia-e-sumico-de-jovem-envolvida-na-morte-do-pai-em-franca-sp.ghtml

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